domingo, 23 de outubro de 2011

Reportagem que resume bem a polêmica sobre o lixo hospitalar usado em algumas roupas em Pernambuco

Neste domingo, o blog De Maceió a Garanhuns vai um pouco mais longe (geograficamente) quanto à abrangência das suas postagens. Diante da polêmica dos últimos dias que se iniciou relacionada à importação de  lixo hospitalar de hospitais estadunidenses até a descoberta de material retirado de hospitais do sul e sudeste do Brasil e trazidos para o nordeste, principalmente para Pernambuco, a reputação das cidades do polo têxtil do agreste pernambucano, principalmente Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe ficou momentaneamente abalada com estas notícias e com o receio dos consumidores do risco de contaminação das roupas compradas e que porventura tenham retalhos destes tecidos.
Porém, é sempre importante destacar que estes eventos, até agora, não se comprovaram em relação a todos os produtos fabricados e comercializados no agreste setentrional pernambucano, diga-se, comercializado nas lojas e bancas do polo têxtil e da feira da sulanca. É claro que o temor dos varejistas e dos consumidores faz todo sentido, mas não se pode generalizar as coisas, pois há muitas empresas (até agora, segundo as investigações, mais de 90% delas) que não se utilizam dos tecidos vindos do lixo hospitalar para fabricar roupas. Por isso, é necessário que esta investigação possa trazer resultados claros e precisos, para que se possa separar quem tem compromisso e quem não o tem com os consumidores e empresários que saem de todos os lugares do país para comprar os produtos da sulanca. A ideia dos produtores de criar um selo de qualidade é sempre válida, ainda mais para atestar a qualidade dos produtos que, ao contrário do estigma criado sobre as roupas da sulanca, são, muitos deles, de boa qualidade. Não se pode esquecer, também, que grandes redes varejistas de roupas compram parte da produção da sulanca e o consumidor de todo o país nem sabe disso, já que as etiquetas e as marcas não costumam atestar a real origem dos produtos, mas, enfim, isto é matéria para uma outra postagem.
O que importa é, neste momento, esclarecer bem a situação, para evitar que os empresários que trabalham conforme a lei e que não se utilizam destes artifícios para produzir e lucrar mais sejam confundidos com aqueles que adotam tais práticas. A reportagem que bem resume este momento vivenciado nas cidades do agreste de pernambuco citadas foi divulgada hoje no site pernambuco.com e traz um apanhado resumido porém claro da situação atual dos produtores e comerciantes da sulanca. E, como está escrito ao final da reportagem, realmente agora os produtores, diante desta crise, terão de buscar meios para que a reputação da sulanca não seja comprometida por completo, já que é um importante ramo da economia pernambucana e  uma das principais molas de propulsão da já desenvolvida economia da região do agreste setentrional.
Confira abaixo o link para a reportagem "costurando um novo futuro", do site pernambuco.com, das jornalistas Ana Cláudia Dolores e Juliana Colares:
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20111023091838&assunto=71&onde=VidaUrbana

Bom dia e bom domingo a todos.

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